quinta-feira, 8 de abril de 2010

O preço.

Tomei café hoje pela manhã e resolvi escutar a primeira versão de ‘o preço’. Tinha me esquecido de como a versão antiga é mais real, mais dura. O verso que sempre me tocou foi ‘ é alta madrugada jê é tarde demais pra pedir perdão pra fingir que não foi mal’. Humberto realmente sabe o que escreve. Eu não sei como definir esses dias, estou estressada com a faculdade, mas cada vez arrumo forças, sussurro pra mim mesma ‘ ta pertinho, ta pertinho’. Daqui uns meses isso tudo vai acabar e enfim terei minha profissão. Não que isso seja a coisa mais importante do mundo, pra falar a verdade, acho que é tão banal quanto qualquer outra coisa. A diferença básica é que gasto rios de dinheiro por mês com essa banalidade.
Ganhei de presente ‘morangos mofados’ de Caio Fernando Abreu, e até agora não consegui desgrudar do livro. Sei que é feio, mas já grifei a maioria das páginas, costumes são costumes né? Se fosse colocar em uma ordem os autores que mais amo em primeiro lugar estaria Sidney Sheldon, em segundo o próprio caio e em terceiro Martha Madeiros, poderia continuar com o ranking mas gastaria pelo menos mais 20 colocações, então os três primeiros bastam. Quando deixo Caio, Sidney ou a Maldita bioquímica de lado penso em coisas que variam desde pensamentos mais agradáveis até aqueles que me dão pânico. De certo, algumas pessoas estão em pensamentos agradáveis, as que não ocupam este patamar, também não ocupam patamar algum. O contrario de amor não é o ódio, é a indiferença. Minha cabeça não tem espaço pra guardar quem não merece. Tenho me sentido bem, mas como todo mundo sempre falta algo. Porra! As vezes eu só queria um ‘bom dia’ seria tão mais fácil. Não preciso de dias ensolarados como os de propagandas de margaridas, pra ser sincera, odeio o sol, mas poxa, um pouquinho de atenção seria gentil. Enquanto tento me livrar dessa crise de ‘ carência múltipla e imparcial’ fico aqui, escutando baladas bregas e acreditando no amanhã melhor. Ah, não me julguem, não digam que estou reclamando de barriga cheia e também dispenso comentários do tipo ‘ nós mesmo traçamos nosso destino’, ah nunca tive porra nenhuma de coisa positiva com essa maldição de destino, e se acreditarem que isso realmente funciona, testem. Joguem na loteria e espere o destino marcar os números certos, quem sabe funciona. Ah se funcionar não esqueçam de me chamar pra tomar uma cervejinha, estou precisando de uma, de duas de algumas.

3 comentários:

  1. Muito bom beta!
    eu adoooorei!
    Garota vc escreve mt bem.
    te adoooro!;*
    beeijos da sua aluninha favorita'
    Maria Carolina

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