domingo, 18 de julho de 2010
Não me pergunte o que eu não sei.
Se vocês querem entender o que eu escrevo, vocês têm que ler o que eu leio e ver o que eu vejo.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Relicário
Acho que estou numa espécie de ‘inferno astral’ só pode ser. Ando pensando na vida mais do que o normal e estou cada vez mais convencida que o tempo é só uma impressão passageira. Certa vez fui questionada sobre de qual maneira eu me definia. Fiquei sem resposta na hora e até agora não sei ao certo uma definição única a respeito de mim mesma.
Sempre achei mais interessante ver a vida passar, as vezes mais do que viver. Gosto de observar as pessoas e estou certa de que de tudo que é humano nada me é estranho. Diante de seres humanos bons e maus igualmente meus sentidos simplesmente desligam, se cansam. Sou educada, balanço a cabeça e finjo entender o que eles dizem, este é um grande ponto fraco que tem me levado a maioria das encrencas. Eu escuto, eu respondo mas eles são broncos demais pra perceber que eu nem estou mais ali.
Tenho observado a moçada do século XXI, viajando entre gírias mutantes vejo uma infeliz juventude com prazeres momentâneos. O mundo anda cheio de gente- fantoche, abraços de plástico, sorrisos de plástico, será que os jovens enlouqueceram? É um tanto arrogante de minha parte dizer isso assim – enlouqueceu- como se estivesse perfeitamente segura não só de minha sanidade, mas também da capacidade de julgar a sanidade alheia. Reformulando, posso dizer que a juventude tem se comportado de maneira estranha. Mas, deixa pra lá, Sartre já disse que ‘o inferno são os outros’ né?
Prefiro procurar festas em que eu possa colocar minhas calças vermelhas e dançar rock até cair e de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito torto que sei fazer. Invento uma boa abobrinha e dou risada feito louca, feito idiota, dou risada até do que parece trágico as vezes perco o sentido e sobra só a vontade de dar uma boa gargalhada e dessa forma continuo me definindo com um grande ponto de interrogação e sem resposta.
Sempre achei mais interessante ver a vida passar, as vezes mais do que viver. Gosto de observar as pessoas e estou certa de que de tudo que é humano nada me é estranho. Diante de seres humanos bons e maus igualmente meus sentidos simplesmente desligam, se cansam. Sou educada, balanço a cabeça e finjo entender o que eles dizem, este é um grande ponto fraco que tem me levado a maioria das encrencas. Eu escuto, eu respondo mas eles são broncos demais pra perceber que eu nem estou mais ali.
Tenho observado a moçada do século XXI, viajando entre gírias mutantes vejo uma infeliz juventude com prazeres momentâneos. O mundo anda cheio de gente- fantoche, abraços de plástico, sorrisos de plástico, será que os jovens enlouqueceram? É um tanto arrogante de minha parte dizer isso assim – enlouqueceu- como se estivesse perfeitamente segura não só de minha sanidade, mas também da capacidade de julgar a sanidade alheia. Reformulando, posso dizer que a juventude tem se comportado de maneira estranha. Mas, deixa pra lá, Sartre já disse que ‘o inferno são os outros’ né?
Prefiro procurar festas em que eu possa colocar minhas calças vermelhas e dançar rock até cair e de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito torto que sei fazer. Invento uma boa abobrinha e dou risada feito louca, feito idiota, dou risada até do que parece trágico as vezes perco o sentido e sobra só a vontade de dar uma boa gargalhada e dessa forma continuo me definindo com um grande ponto de interrogação e sem resposta.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Mamãe tinha cinco filhos e um marido que amava, mas nunca associara amor de casamento com os frutos dessa união.
Não tinha um dedinho de consideração por nós. O Kiko ficou reprovado pela 2ª vez na mesma série, e ela disse apenas folheando o jornal: é novo, ano que vem passa.
Eu pequena, olhava aquela hereditariedade de desafeto, aqueles irmãos vindo antes de mim sem afago de mãe. Eu caçula, observava e pensava: qual será a escala para escalá-la? Nada. Era sempre uma mãe distante, mãe montanha, mãe gigante, mãe longe, não imbuída de nos amar, não incumbida dos mais naturais cuidados: merenda, beijo, histórias na hora de dormir, preocupações pentelhas – Não suba no muro, não caia daí!
Ai, era uma mãe extra mater. Parecia que estivéramos todos fora dela quando dentro. Até que um dia o irmão do meio adoeceu sinistramente na sexta e no domingo definitivamente nos deixou. Eu mal chorava. Tudo em mim eram olhos espantados de ver minha mãe assolada de uma ternura mórbida, porém ternuríssima, sobre o corpo: meu filho, meu amado, meu preferido, minha vida. Proferia ela amorosos impropérios destoantes do que eu entendia como real até então. Na dor da perda, minha mãe amava mais aquele filho do que a todos quando nasceram: filho meu, bendito filho meu, o que será de mim?
Compreendi que a culpa disparava nela um amor retroativo, forte, maravilhoso que, se não ressussitara meu irmão, tamanha sua força, em mim produzira uma extensa lavoura de esperança de afeto.
E fora assim desde então. Se algum adoecia, minha mãe fechava as portas dos jornais, da televisão, do marido, do mundo, pra ser só mãe daquele filho enfermo. Cabeceiras insones, histórias contadas até a febre se render, beijos longos que diziam: não me deixe amado, não me deixe.
E eu? Eu tinha era uma filha da puta de uma saúde que teimava em não me largar. Todo mundo lá em casa pegava gripe forte, porque ainda não existia dengue, pegava hepatite tipo analfabeta, porque ainda não havia classificação, caxumba, catapora e infecções sucessivas de garganta. E eu, boinha da silva! Me encostava em todos, me oferecia para cuidar; pequenina ainda, queria respirar o ar contaminado do sangue irmão. E nada. Ela mesmo dizia: essa não precisa de mim. E eu precisava.Então passei a perseguir acidentes naturais, árvores altas, bombas proibídas em São João, altas velocidades em carrinhos de rolimã, mãos perto demais das fogueiras, mas nenhum galho fraco era meu cúmplice, nenhuma bomba amiga minha, explodira, nenhuma ladeira era minha companheira, nenhuma chama minha irmã.
Um dia, tinha só cinco, fui na gráfica do meu pai. Pensei, vou machucar um pedacinho do meu dedo, vai doer, vai ter sangue, curativo, lágrimas de minha desejada mãe, alguma febre, choro meu, colo, colo, colo e, só depois, muito depois, conserto. Só que a máquina era lâmina e minha matemática, pouca. Calculei mal. Pus o mindinho na guilhotina e fechei os olhos pensando nos olhos de minha adorada mãe que eu ainda não havia experimentado acolhedores sobre mim. Eu era a última, a menorzinha, a despedida da prole, carregava a impressão de ter nascido e ouvido um adeus ao mesmo tempo. A máquina decepara meu dedo. Deixara apenas uma falange-cotoco primeira, uma base de dedo. Foi rápido. Sangue, muito mais sangue do que eu previa. Torpor. Meu pai desesperado trazido amparado pelos empregados eu não vi. Vi só minha mãe morrendo de dor pelo dedinho meu que perdi e que em mim não doía e nem fazia falta. - Minha filha, minha filhinha adorada, minha preferida, minha garotinha amada, mamãe tá aqui, tá doendo? Responde, tá doendo? E, eu mentindo: muito mamãe, muito. Mas, não doía nada. Se doía, o amor de minha mãe vindo assim em lufadas inéditas sobre mim que era um machucado só, estancava qualquer dor. Se confessasse, poderia perdê-la de novo. Então perdi um dedinho, um mísero dedinho pra ganhar uma mãe.
Fui crescendo feliz com mimo por aquela mãozinha manca. Na escola, no primeiro dia de aula, me divertia em enfiar essa falange vitoriosa no nariz para que a professora de estréia pensasse que havia todo o dedo dentro dele. Ela repreendia: o quê é isso Cristina? Tira o dedo do nariz! Que coisa feia, menina feia que você é. Vai se machucar assim. Então, eu tirava a falange mínima, quebrando a ilusão ótica no nariz da mestra. E ela: ô, desculpa querida, me perdoa, a titia não sabia...E olhava com olhos de se olhar com pena sobre os aleijados e muito arrependimento daquela gafe. Eu gostava da cena. Repeti isso por todo primeiro grau, a cada primeiro dia de aula. Era uma beleza.
Nunca mais perdi minha mãe. Nunca mais fiquei boa do dedo e nem ruim dele. Nunca quis ele de volta. Quem quis ele era a minha mãe. Por muito tempo, fiquei dando meus pedaços para ser amada. Agora não.Minha mãe ainda quer meu dedo de volta. Eu não quero mais nada. Tenho mãe. Dar um dedinho por uma mãe é muito pouco. Antes de mim, ela não tinha um dedinho de consideração por ninguém dos filhos. Agora tem.
Não tinha um dedinho de consideração por nós. O Kiko ficou reprovado pela 2ª vez na mesma série, e ela disse apenas folheando o jornal: é novo, ano que vem passa.
Eu pequena, olhava aquela hereditariedade de desafeto, aqueles irmãos vindo antes de mim sem afago de mãe. Eu caçula, observava e pensava: qual será a escala para escalá-la? Nada. Era sempre uma mãe distante, mãe montanha, mãe gigante, mãe longe, não imbuída de nos amar, não incumbida dos mais naturais cuidados: merenda, beijo, histórias na hora de dormir, preocupações pentelhas – Não suba no muro, não caia daí!
Ai, era uma mãe extra mater. Parecia que estivéramos todos fora dela quando dentro. Até que um dia o irmão do meio adoeceu sinistramente na sexta e no domingo definitivamente nos deixou. Eu mal chorava. Tudo em mim eram olhos espantados de ver minha mãe assolada de uma ternura mórbida, porém ternuríssima, sobre o corpo: meu filho, meu amado, meu preferido, minha vida. Proferia ela amorosos impropérios destoantes do que eu entendia como real até então. Na dor da perda, minha mãe amava mais aquele filho do que a todos quando nasceram: filho meu, bendito filho meu, o que será de mim?
Compreendi que a culpa disparava nela um amor retroativo, forte, maravilhoso que, se não ressussitara meu irmão, tamanha sua força, em mim produzira uma extensa lavoura de esperança de afeto.
E fora assim desde então. Se algum adoecia, minha mãe fechava as portas dos jornais, da televisão, do marido, do mundo, pra ser só mãe daquele filho enfermo. Cabeceiras insones, histórias contadas até a febre se render, beijos longos que diziam: não me deixe amado, não me deixe.
E eu? Eu tinha era uma filha da puta de uma saúde que teimava em não me largar. Todo mundo lá em casa pegava gripe forte, porque ainda não existia dengue, pegava hepatite tipo analfabeta, porque ainda não havia classificação, caxumba, catapora e infecções sucessivas de garganta. E eu, boinha da silva! Me encostava em todos, me oferecia para cuidar; pequenina ainda, queria respirar o ar contaminado do sangue irmão. E nada. Ela mesmo dizia: essa não precisa de mim. E eu precisava.Então passei a perseguir acidentes naturais, árvores altas, bombas proibídas em São João, altas velocidades em carrinhos de rolimã, mãos perto demais das fogueiras, mas nenhum galho fraco era meu cúmplice, nenhuma bomba amiga minha, explodira, nenhuma ladeira era minha companheira, nenhuma chama minha irmã.
Um dia, tinha só cinco, fui na gráfica do meu pai. Pensei, vou machucar um pedacinho do meu dedo, vai doer, vai ter sangue, curativo, lágrimas de minha desejada mãe, alguma febre, choro meu, colo, colo, colo e, só depois, muito depois, conserto. Só que a máquina era lâmina e minha matemática, pouca. Calculei mal. Pus o mindinho na guilhotina e fechei os olhos pensando nos olhos de minha adorada mãe que eu ainda não havia experimentado acolhedores sobre mim. Eu era a última, a menorzinha, a despedida da prole, carregava a impressão de ter nascido e ouvido um adeus ao mesmo tempo. A máquina decepara meu dedo. Deixara apenas uma falange-cotoco primeira, uma base de dedo. Foi rápido. Sangue, muito mais sangue do que eu previa. Torpor. Meu pai desesperado trazido amparado pelos empregados eu não vi. Vi só minha mãe morrendo de dor pelo dedinho meu que perdi e que em mim não doía e nem fazia falta. - Minha filha, minha filhinha adorada, minha preferida, minha garotinha amada, mamãe tá aqui, tá doendo? Responde, tá doendo? E, eu mentindo: muito mamãe, muito. Mas, não doía nada. Se doía, o amor de minha mãe vindo assim em lufadas inéditas sobre mim que era um machucado só, estancava qualquer dor. Se confessasse, poderia perdê-la de novo. Então perdi um dedinho, um mísero dedinho pra ganhar uma mãe.
Fui crescendo feliz com mimo por aquela mãozinha manca. Na escola, no primeiro dia de aula, me divertia em enfiar essa falange vitoriosa no nariz para que a professora de estréia pensasse que havia todo o dedo dentro dele. Ela repreendia: o quê é isso Cristina? Tira o dedo do nariz! Que coisa feia, menina feia que você é. Vai se machucar assim. Então, eu tirava a falange mínima, quebrando a ilusão ótica no nariz da mestra. E ela: ô, desculpa querida, me perdoa, a titia não sabia...E olhava com olhos de se olhar com pena sobre os aleijados e muito arrependimento daquela gafe. Eu gostava da cena. Repeti isso por todo primeiro grau, a cada primeiro dia de aula. Era uma beleza.
Nunca mais perdi minha mãe. Nunca mais fiquei boa do dedo e nem ruim dele. Nunca quis ele de volta. Quem quis ele era a minha mãe. Por muito tempo, fiquei dando meus pedaços para ser amada. Agora não.Minha mãe ainda quer meu dedo de volta. Eu não quero mais nada. Tenho mãe. Dar um dedinho por uma mãe é muito pouco. Antes de mim, ela não tinha um dedinho de consideração por ninguém dos filhos. Agora tem.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapes, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dara. A moça - que não era Capitu, levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário, por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essencia. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda."
CFA
CFA
domingo, 11 de abril de 2010

Então, o Príncipe das Trevas reinante do rock não é realmente ligado em satanismo?
“Eu sou tão ligado em magia negra quanto em culinária. Provavelmente sou mais ligado em culinária. Eu não sou um adorador de Satã, nunca fui. Eu asseguro que não estou sentado ao telefone com uma máscara de diabo, com presas e mastigando um velho morcego morto enquanto falo com você.”
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O preço.
Tomei café hoje pela manhã e resolvi escutar a primeira versão de ‘o preço’. Tinha me esquecido de como a versão antiga é mais real, mais dura. O verso que sempre me tocou foi ‘ é alta madrugada jê é tarde demais pra pedir perdão pra fingir que não foi mal’. Humberto realmente sabe o que escreve. Eu não sei como definir esses dias, estou estressada com a faculdade, mas cada vez arrumo forças, sussurro pra mim mesma ‘ ta pertinho, ta pertinho’. Daqui uns meses isso tudo vai acabar e enfim terei minha profissão. Não que isso seja a coisa mais importante do mundo, pra falar a verdade, acho que é tão banal quanto qualquer outra coisa. A diferença básica é que gasto rios de dinheiro por mês com essa banalidade.
Ganhei de presente ‘morangos mofados’ de Caio Fernando Abreu, e até agora não consegui desgrudar do livro. Sei que é feio, mas já grifei a maioria das páginas, costumes são costumes né? Se fosse colocar em uma ordem os autores que mais amo em primeiro lugar estaria Sidney Sheldon, em segundo o próprio caio e em terceiro Martha Madeiros, poderia continuar com o ranking mas gastaria pelo menos mais 20 colocações, então os três primeiros bastam. Quando deixo Caio, Sidney ou a Maldita bioquímica de lado penso em coisas que variam desde pensamentos mais agradáveis até aqueles que me dão pânico. De certo, algumas pessoas estão em pensamentos agradáveis, as que não ocupam este patamar, também não ocupam patamar algum. O contrario de amor não é o ódio, é a indiferença. Minha cabeça não tem espaço pra guardar quem não merece. Tenho me sentido bem, mas como todo mundo sempre falta algo. Porra! As vezes eu só queria um ‘bom dia’ seria tão mais fácil. Não preciso de dias ensolarados como os de propagandas de margaridas, pra ser sincera, odeio o sol, mas poxa, um pouquinho de atenção seria gentil. Enquanto tento me livrar dessa crise de ‘ carência múltipla e imparcial’ fico aqui, escutando baladas bregas e acreditando no amanhã melhor. Ah, não me julguem, não digam que estou reclamando de barriga cheia e também dispenso comentários do tipo ‘ nós mesmo traçamos nosso destino’, ah nunca tive porra nenhuma de coisa positiva com essa maldição de destino, e se acreditarem que isso realmente funciona, testem. Joguem na loteria e espere o destino marcar os números certos, quem sabe funciona. Ah se funcionar não esqueçam de me chamar pra tomar uma cervejinha, estou precisando de uma, de duas de algumas.
Ganhei de presente ‘morangos mofados’ de Caio Fernando Abreu, e até agora não consegui desgrudar do livro. Sei que é feio, mas já grifei a maioria das páginas, costumes são costumes né? Se fosse colocar em uma ordem os autores que mais amo em primeiro lugar estaria Sidney Sheldon, em segundo o próprio caio e em terceiro Martha Madeiros, poderia continuar com o ranking mas gastaria pelo menos mais 20 colocações, então os três primeiros bastam. Quando deixo Caio, Sidney ou a Maldita bioquímica de lado penso em coisas que variam desde pensamentos mais agradáveis até aqueles que me dão pânico. De certo, algumas pessoas estão em pensamentos agradáveis, as que não ocupam este patamar, também não ocupam patamar algum. O contrario de amor não é o ódio, é a indiferença. Minha cabeça não tem espaço pra guardar quem não merece. Tenho me sentido bem, mas como todo mundo sempre falta algo. Porra! As vezes eu só queria um ‘bom dia’ seria tão mais fácil. Não preciso de dias ensolarados como os de propagandas de margaridas, pra ser sincera, odeio o sol, mas poxa, um pouquinho de atenção seria gentil. Enquanto tento me livrar dessa crise de ‘ carência múltipla e imparcial’ fico aqui, escutando baladas bregas e acreditando no amanhã melhor. Ah, não me julguem, não digam que estou reclamando de barriga cheia e também dispenso comentários do tipo ‘ nós mesmo traçamos nosso destino’, ah nunca tive porra nenhuma de coisa positiva com essa maldição de destino, e se acreditarem que isso realmente funciona, testem. Joguem na loteria e espere o destino marcar os números certos, quem sabe funciona. Ah se funcionar não esqueçam de me chamar pra tomar uma cervejinha, estou precisando de uma, de duas de algumas.
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